segunda-feira, 9 de março de 2015

AULAS RETORNAM NESTA QUINTA-FEIRA

Cerca de 7 mil professores reunidos, desde às 8h30, desta manhã de segunda-feira, 09, definiram pela suspensão da paralisação da greve, que  nesta segunda completou 29 dias, se concretizando a maior da história. A assembleia definiu ainda que as aulas começam a partir desta quinta-feira, 12. No entanto, os funcionários e professores retornam aos trabalhos já amanhã, dia 10. 

Segundo a APP-Sindicato, esse tempo é necessário para preparar as escolas para receber os alunos. Apesar do fim da paralisação, os professores votaram pelo Estado permanente de greve, o que significa que a paralisação pode ser retomada a qualquer momento. Uma nova assembleia será convocada a partir do dia 31 de março, prazo acordado para o pagamento do terço de férias, caso não ocorra o pagamento.

Apesar do sentimento de desconfiança em relação ao governo estadual, a categoria decidiu, na manhã desta segunda-feira (09), pela suspensão da greve, após 29 dias de embates diretos com o governo do Estado. Com a suspensão, mantém-se o "estado de greve", desta maneira, a mobilização continua, para garantir que os compromissos assumidos sejam cumpridos. 

Professores e funcionários deliberaram que é o momento de voltar às aulas, por considerarem que o desempenho do movimento possibilitou o debate e garantiu que pauta inicial da greve fosse atendida. Confira aqui a pauta inicial da greve. 

Por que os educadores entraram em greve?  

Por condições estruturais de atendimentos aos alunos e alunas e para que alguns direitos - já conquistados - não fossem arbitrariamente retirados dos trabalhadores. A greve foi o cartão vermelho que a categoria deu ao governo para mostrar que as escolas públicas do Paraná não tinham condições dignas para o atendimento escolar. 

Havia atraso no pagamento dos professores temporários, uma redução drástica no número de funcionários, turmas fechadas, superlotação nas turmas abertas, cancelamento de programas educacionais que garantem o aperfeiçoamento dos trabalhadores e, ainda, o atraso nas verbas que garantem a compra de itens básicos, como material de limpeza, nas escolas. 

O apito inicial que deu início à greve foi aconteceu quando o governo do Estado enviou à Assembleia Legislativa dois projetos de leis impopulares: um alterava o regime previdenciário de todo o funcionalismo público e mexia na aposentadoria de todos e todas que se aposentassem a partir da data de aprovação da medida. 

O segundo, tirava e alterava direitos na carreira dos educadores (restringia as promoções de carreira; retirava o direito a reajustes de benefícios como o vale-transporte; dificultava a retirada de  licenças para aperfeiçoamento, entre outros). 

A categoria deflagrou, então, a greve. Que começou em 9 de fevereiro com o mote: nenhum direito a menos! Essa não foi uma greve por reajustes salariais, por novos avanços e conquistas, foi uma greve de resistência para dizer ao governo: basta! 

Professores e funcionários foram às ruas em todo Estado e, na capital paranaense, montaram um acampamento em frente à sede do governo para mostrar a resistência física e moral às propostas autoritárias do governador. 

Educadores utilizaram sua força organizativa para, pacificamente, protagonizar os protestos mais emblemáticos já vistos no Estado. Trabalhadores ocuparam a Assembleia, permaneceram por mais de 48 horas ocupando o plenário de votação, onde uma comissão geral havia sido instalada para aprovar, sem discussão, os projetos que feriam o funcionalismo; marcharam, distribuíram flores, mantiveram-se sob sol e chuva em luta e assim, mantiveram, durante toda a greve, a adesão da categoria e o apoio de 90% das famílias paranaenses. 

Para além, a greve, fez ainda despencar os índices de aprovação de um governador que, depois dessa paralisação, não teve mais como esconder a má administração pública e a postura desrespeitosa com a qual trata o funcionalismo e educação pública no seu Estado. 

A luta foi intensa, o diálogo e adesão massivos forçaram o avanço no debate e a firmeza do Sindicato na condução desta greve histórica garantiram as vitórias necessárias para o retorno às aulas. 

Por que os educadores decidiram pelo fim da greve? 

A categoria avaliou, através do relato da direção estadual da APP e do Comando Estadual de greve e, assim,  votou pela suspensão da greve e pela manutenção do estado de greve (que significa que ao primeiro sinal de descumprimento da carta compromisso assinada pelo governo estadual, o sindicato poderá convocar uma assembleia para reinstaurar a greve). 

A categoria avaliou o resultado nas seguintes propostas: 
Previdência - Projetos 06/2015 e 60/2015 retirados graças a ocupação. Vitória: governo aprovou projeto que coloca fim nas comissões gerais e se compromete oficialmente em não enviar nenhum projeto que altere a contribuição previdenciária sem o prévio debate com entidades sindicais.

Profissionais do regime PSS - Rescisões foram pagas. 

1/3 de férias - Greve garantiu o recuo no parcelamento. Carta compromisso garante pagamento do direito em parcela única no ultimo dia útil. 

O auxílio-alimentação (R$ 103 por mês) para agentes educacionais está garantido e pagamento de parcelas em atraso quitado. Governo assumiu publicamente o compromissos de não atrasar mais os repasses que complementam os salários dos educadores.

Pagamento das redes conveniadas - (educação especial, educação no campo) - Compromisso público do não atraso e pagamento de dívidas foram quitadas. 

Salários - Este item não estava na pauta, mas em virtude dos desdobramentos das negociações, houve um debate intenso sobre o pagamento dos PSS. Será feito todo 5º dia útil de cada mês; o dos servidores e servidoras sempre o último dia útil. Compromisso no não atraso com nenhum dos segmentos. 

Promoção e progressão - Debate intenso, são mais de 30 mil profissionais com direitos acumulados. O pagamento de maio para funcionários e de junho de 2014 para professores não havia sido efetuado e não havia diálogo sobre os atrasados. 

Na reunião mediada pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, na última sexta-feira (06), o governo do Estado se comprometeu a quitar atrasados com funcionários até agosto; e com professores até outubro de 2015. 

Desmonte e desorganização das escolas -  A Secretaria de Estado da Educação vem desorganizando as escolas desde o final do ano letivo de 2014, instaurando o caos. A ordem era "cortar despesas", "eliminar gastos", mesmo que para isso funcionários tivessem que ser demitidos e alunos fossem 'amontoados' em salas lotadas. O debate sobre este ponto foi um dos mais longos desta greve, com um total de mais de sete horas de duração. 

Sobre a superlotação de alunos nas salas, governo assumiu compromisso de revisar número mínimo e máximo, e não usar o número máximo como base. Novas turmas serão abertas. 

Assumiram ainda o compromisso de retomar com as turmas de línguas, o Celem, com a Hora Treinamento, com o programa Mais Educação, e com os projetos tradicionais que as escolas já mantinham. Vitórias fruto da luta, das grandes caminhadas! 

Concursados - Já foram nomeados por decreto 463 professores e 1019 pedagogos. Agora, serão quase 6 mil novos servidores nas escolas públicas do Paraná. 

PDE 2015 - O grupo selecionado para iniciar no mês de agosto está mantido, vitória da categoria. 

Distribuição de aulas para PSSs - Compromisso de redistribuição conforme ordem de 2014. 

Porte das escolas - Já enviados os critérios, conforme reivindicação, para uma nova resolução que trará os mesmo referenciais de 2014. Recontratações de funcionários e equipes pedagógicas maiores. 

Licenças - Governo assume que manterá as licenças especiais para 2015 e que as licenças para mestrado e doutorado estão garantidas, conforme resolução específica. 

Fundo rotativo - Atrasados quitados e garantida do depósito de duas parcelas extras para fundo rotativo para reparar prejuízos (danos, juros) causados pelos atrasos com as parcelas de 2014. Vitória! 

Por que os educadores continuam em luta? 


O presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão, que teve sua postura elogiada nesta greve pela firmeza na condução política do processo, relembra: "Tivemos muitas conquistas, mas a pauta histórica da categoria tem mais de 50 itens. Ela foi formulada e aprovada desde abril do ano passado, a APP solicitou reabertura desta pauta para que este governo ou qualquer outro governo jamais ouse atacar os direitos da categoria. É uma greve de resistência considerada por este sindicato e por todo país como exemplo de mobilização".

A greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação foi destaque, não só no país, mas recebeu menções e apoio internacional. Educadores, unidos pelo Sindicato, enfrentaram um governador, uma bancada de deputados e deputadas favoráveis ao governo. 

Enfrentaram portões fechados na Assembleia, cordões de segurança, ações na Justiça, investimentos de milhões em publicidade paga pelo governo, e voltam às escolas fortalecidos, vencedores e vencedoras de uma partida histórica para a educação pública estadual. 

As aulas voltarão ao normal, conforme o calendário escolar. Haverá agora, dois dias organizativos para reestruturação administrativa e pedagógica nas escolas e na quinta-feira, 12, os alunos voltam as aulas com uma lição: a união  tem o incrível poder de educar e mudar os rumos da história. A primeira aula em sala de aula contará com um exemplo de cidadania de professores e funcionários. 

A suspensão da greve, marca o fim desta partida, mas a disputa continua, o estado de greve está mantido e a categoria seguirá firme dentro e fora de campo, dentro e fora das escolas. 





*FONTE: SITE DA APP-SINDICATO

sexta-feira, 6 de março de 2015

VEREADORA SE REÚNE COM DEPUTADO ALIEL MACHADO

Na manhã desta sexta-feira, 06, a vereadora Aline Sleutjes esteve em Ponta Grossa em reunião com o deputado federal, Aliel Machado.

Na ocasião, a vereadora pediu ao deputado auxílio quanto ao projeto de reforma do antigo prédio do Fórum, conhecido também como Prédio do Duarte. O prédio, que é um patrimônio histórico, está localizado na Rua Dr. Jorge Xavier da Silva e há tempo aguarda pela reforma.

Outra questão foi a da Fazenda Capão do Cipó, em que o Governo Federal solicitou a reintegração de posse do local. Hoje na Fazenda funciona o Centro de Treinamentos para Pecuaristas e também é utilizada na área de pesquisa Agrícola, desenvolvida pela Fundação ABC.

O objetivo, segundo a vereadora, é a busca da parceria, para auxiliar na melhoria e desenvolvimento do Município de Castro.








quarta-feira, 4 de março de 2015

SESSÃO 04-03 - REQUERIMENTO REITERA INFORMAÇÕES SOBRE CONSELHO ANTIDROGAS



Na sessão ordinária desta quarta-feira, três requerimentos estiveram em pauta. 


O primeiro deles solicita informações referentes ao Conselho Municipal Antidrogas – Comad – como a reativação em nosso Município; quais ações estão sendo desenvolvidas pela Administração no que diz respeito à prevenção; atendimento aos dependentes; ações junto às escolas em parceria com a Secretaria de Educação.


Sendo a drogadição uma dura realidade com a qual temos de conviver diariamente, a reativação do Conselho é imprescindível para que as famílias tão vulneráveis e despreparadas recebam orientação e atenção ao dependente.


A vereadora defende que atividades sejam realizadas em conjunto com Conselhos da Juventude, Saúde, e Esporte no sentido da prevenção, recuperação e internamento e que com um trabalho em conjunto poderemos beneficiar e auxiliar dezenas de famílias, dependentes e codependentes.


SERVIÇOS DA ADMINISTRAÇÃO



Requerimento vem reiterar pedido de informações referentes aos setores de serviços da Administração Municipal.


Serviços estes como de serraria, marcenaria, fábrica de manilhas e bloquetes, oficina mecânica leve e pesada, entre outros serviços que foram extintos e hoje são terceirizados; e ainda sobre equipamentos que estariam estragados e não recebem manutenção.


O questionamento da vereadora é se a reativação destes setores de serviços não trariam vantagens ao Município como tempo de espera dos serviços, realização dos mesmos, otimização dos espaços e funcionários públicos, e economicidade aos cofres públicos.


HOSPITAL ANNA FIORILO



Outra preocupação da vereadora é acerca do futuro funcionamento do hospital Anna Fiorilo Menarim, sobre quais as perspectivas de atendimento; nova licitação , se haverá implantação de fundação específica ou a Prefeitura assumirá novamente.

Tendo em vista a dificuldade pelas quais vem passando a população castrense no que tange à Saúde, as indagações foram levantadas por munícipes que esperam por uma assistência à saúde de qualidade e satisfatória.




RUA SILVIO AFONSO 

Aline também apresentou indicações importantes solicitando manilhamento na Rua Silvio Afonso M.M de Souza, no Jardim Arapongas,e outras melhorias necessárias. Segundo moradores, a via vive em estado precário, é feita a colocação de cascalho, mas como não há meio fio e nem canalização da água, toda vez que chove, a água leva todo o cascalho embora, invadindo as casas na parte debaixo.


ÁGUA QUENTE

Moradores da localidade de Água Quente reivindicam melhorias nas estradas, colocação de manilhas e colocação de ponto de ônibus, próximo à Fazenda Viana. Conforme eles, há trechos da estrada em que só possível transitar a pé ou de bicicletas. Outro fator agravante é a dificuldade do transporte escolar em pegar as crianças nos locais, devido à situação das estradas.



"Pauta extensa, muitos requerimentos, indicações e projetos para serem lidos e discutidos. Este ano espero que nossos pedidos sejam atendidos, pois quando requeremos, indicamos, solicitamos algo, não é para nosso benefício, mas de uma comunidade, região, grupo. Para que nosso município evolua e melhore precisamos que todas as engrenagens funcionem, que haja participação da sociedade e que gestão, secretarias, legislativo, conselhos e demais organizações trabalhem juntos pelo bem comum", frisou Aline.

PLANO DE OCUPAÇÃO TERRITORIAL

O vice-prefeito, Marcos Bertolini esteve na Casa explanando sobre o Plano Estratégico de Ocupação Territorial de Castro. Segundo ele, o plano visa à ocupação ordenada e sustentável do solo; articular a construção de distritos industriais e melhorar a malha viária urbana. O Executivo deverá enviar Projetos de Leis Complementares à Casa de Leis para possibilitar a execução do projeto.